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Ação Street

3. PIONEIROS DO DESIGN BRASILEIRO

Os caminhos propostos pelo curador João Caixeta e pela curadora adjunta Adriana Dornas conduzem a um lugar de afetividade, sentido e a tradução da cadeira como instrumento antrópico, capaz de criar associações e status, além de trazer memórias e tradições. Seja o trono ou a banqueta, as peças outrora vistas como meramente funcionais ganham espaço como obra de arte. Confira de perto e mergulhe neste universo de possibilidades.


A exposição, que ficou em cartaz de 27 de junho a 27 de agosto com entrada gratuita, faz parte das comemorações dos 80 anos do Modernismo da Pampulha e é uma parceria com o Museu da Cadeira Brasileira – MuC e o evento cultural Modernos Eternos.

O MODERNISMO NO BRASIL surge no início do século XX e prenuncia grandes transformações na sociedade e na cultura. O olhar inovador e moderno contrapõe-se ao academicismo e à estética que até então vigorava no país, de influência europeia. Os conceitos modernistas inspiraram uma brasilidade genuína baseada na valorização de elementos da cultura nacional sem perder de vista a inserção brasileira no cenário internacional. Essa narrativa está presente nas relações entre arte e design representadas no acervo selecionado para esta exposição. A chegada dos imigrantes no país, no período entre guerras, influenciou os rumos do design brasileiro, traduzindo-se em novos diálogos, propostas criativas e técnicas construtivas. Soma-se a isso as demandas do crescimento e da industrialização, que contribuíram para consolidar o pensamento modernista brasileiro.

Neste cenário, os artistas foram grandes vetores de suas ideias com destaque para a “Semana de 22”, que completou 100 anos, e a inauguração do Conjunto Moderno da Pampulha, que comemora 80 anos em 2023. Nesse momento o design brasileiro se revela com potencial aspecto criativo. Evidenciamos nesta exposição o trabalho de pioneiros do design brasileiro, elegendo a “cadeira” como objeto capaz de sintetizar essas transformações e conexões entre o modernismo e o design, que florescem na dimensão das artes, da arquitetura e do mobiliário. A cadeira é, antes de tudo, um objeto expressivo e multidimensional que carrega diversos sentidos e simbologias. O design peculiar das peças aqui presentes as caracteriza como verdadeiras esculturas, feitas em materiais nobres, demonstrando intensa criatividade.


“Revisitar nosso passado e refletir sobre as rupturas trazidas pela modernidade e sua influência transformadora, nos provoca a transpor barreiras, avançando como sociedade. Hoje podemos celebrar este acervo do design realizado no Brasil do século XX nesta exposição, com seus criadores modernos e eternos. O desafiador exercício da forma, realizado por esses pioneiros sob o signo da modernidade até a década de 1980, continua a nutrir o design contemporâneo, colocando o Brasil em posição de destaque internacional. A Casa Fiat de Cultura e o Museu da Cadeira Brasileira – MuC em ação cultural conjunta com a Mostra Modernos Eternos – BH Edição 2023, oportunamente se unem para contribuir com este importante registro que evidencia a história, o design e o modernismo no Brasil.” 


JOÃO CAIXETA – Curador

Artista Âmar Souki

Filósofo, fotógrafo e artista plástico, expõe fotografias que contam histórias do Sertão Mineiro

Artista Bruno Duque

Artista multimídia, idealizador e coordenador do “Coletivo Diametral”

Artista Carlos Vergara

A tela apresentada é como uma dança que leva meses a fio. Um gesto, uma resposta.

Artista Delson Uchôa

Obras em grandes dimensões, em diálogo com a arquitetura clássica, no Tropicalia Brasiliana, de Manoela Beneti

Artista Guilherme Gafi

Exposição no Imprevisível, de Alexandre Bianco, com obras que reinterpretam a pintura a partir do viés urbano

Artista Heder Perdigão

Exposição no Quarto de Memórias, de Rodrigo Aguiar, com obras abstratas que exploram tons neutros, intuição e liberdade do traço

Artista Karin Folie

Exposição na Galeria Modernos Eternos, com pinturas de grande formato que exploram cores e a expressividade da figura humana.

Artista Leonardo Vanetti

Ao herdar uma fazenda centenária, o engenheiro Leonardo Vanetti encantou-se pelos matizes dos diversos tipos de madeira.

Artista Leopoldo Martins

Leopoldo Martins nasceu em Belo Horizonte/MG em 1961. Na infância, nas horas livres, gostava de desenhar e brincar com argila.

Artista Letícia Moretzsohn

Letícia Moretzsohn é engenheira civil. Formada pela PUC Minas, acostumou-se ao trabalho nos canteiros de obras, na empresa de projetos estruturais que fundou e dirigiu

Artista Rita Lessa

Uma exposição no Ateliê da Artista, de Ana Machado e Paula Salum, que expande a arte para além da tela

Artista Samuel Mendes

Fotógrafo e designer gráfico, sua obra explora a fotografia como narrativa e experimentação visual

Movimento Mascararte – Marcos Esteves e Paulo Apgáua

Nasceu no início da pandemia, em 2020, com o uso de máscaras de proteção.

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